Política

Haverá ‘efeito Rocha Loures’ nas eleições de 2018 no Paraná?

Foto: Metrópole Regional

Que os novos escândalos de corrupção que vieram à tona na semana passada, com a delação premiada da JBS, colocaram o presidente Michel Temer (PMDB) no ‘olho do furacão’ da crise política nacional, todos já sabem. Entretanto, qual será o efeito nas eleições no ano que vem – se não houver antecipação do pleito, diante dos fatos -, para os políticos que são ou já foram ligados aos denunciados da vez?

E um desses denunciados teria o ‘potencial’ de manchar, ou quem sabe, de pelo menos, arranhar, a imagem de figurões da política paranaense. Figurões esses que estão na condição de pré-candidatos ao Governo do Estado, no momento. Vamos aos fatos:

‘Efeito Rocha Loures’

O peemedebista Rodrigo dos Santos da Rocha Loures, deputado federal paranaense flagrado com uma mala com meio milhão de reais provenientes de propina da JBS, e já afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tem, ou já teve, ligações políticas com o senador Roberto Requião (PMDB) e com o ex-senador Osmar Dias (PDT). Isso antes de passar a ser o homem de confiança do então vice-presidente e hoje presidente Michel Temer (PMDB).

Foto: Paçoca com Cebola

Chefe de Gabinete de Requião

Loures ocupou o importante cargo de Chefe de Gabinete do então governador do Paraná, Roberto Requião, entre 2003 e 2005. Pertenceu, portanto, ao time das pessoas mais próximas ao então governador. Aquelas, do círculo de confiança.

Em 2006, Loures se elegeu deputado federal. Porém, em 2010, não se candidatou à reeleição, pois preferiu tentar alçar voo mais alto, ao lado do então senador Osmar Dias. Os dois encabeçaram a chapa majoritária naquele ano ao Palácio Iguaçu, com Osmar a governador e Loures de vice, tendo como candidata ao Senado a então ‘queridinha’ Gleisi Hoffmann (PT), em uma coligação que contou com PDT, PMDB, PT, PSC, PR e PCdoB.

Dobradinha

Acabaram derrotados por Beto Richa e Flávio Arns. No entanto, é inegável que a dobradinha ficou marcada na história política do Estado desde então. Fica mais difícil, portanto, se desvencilhar da figura de um ex-companheiro de chapa. É o ônus da escolha. 

Para a senadora Gleisi, o ‘efeito Rocha Loures’ será mais um entrave em uma possível candidatura, além de outros tantos que terá que carregar. Há quem diga que será candidata à Câmara Federal, se for.

Foi depois de passadas as eleições de 2010 que Loures passou a ser assessor direto de Temer na Vice-Presidência. Em 2014, com mais de 58 mil votos obtidos, acabou suplente de deputado federal. Ele assumiu o cargo recentemente, após a ida de Osmar Serraglio (PMDB) para o Ministério da Justiça.

A grande questão

A grande questão é se, e como, o mar de lama em que Loures mergulhou irá respingar naqueles com quem esteve ligado, durante as eleições no ano que vem. Material para os marqueteiros adversários explorarem haverá, certamente, de sobra.

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