Política

Ministro da Saúde garante repasse de R$ 17,9 milhões para a região

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), visitou Ponta Grossa nessa sexta-feira (20) para uma reunião de trabalho com os prefeitos da região. Além de anunciar mais de R$ 17,9 milhões para Ponta Grossa e outros municípios dos Campos Gerais, Barros ressaltou a necessidade de ampliar os investimentos da União no financiamento da Saúde Pública. De acordo com o paranaense, a atual aplicação de recursos tem “sufocado” os prefeitos. As informações são do Portal aRede.

Após cumprir agenda em Cornélio Procópio, na região norte do Paraná, Barros chegou a Ponta Grossa por volta das 14h. O ministro realizou uma reunião de trabalho com prefeitos dos Campos Gerais e também da região central do Estado. Após apresentar um balanço dos 200 dias no comando de um dos ministérios mais importantes do Governo Federal, Barros ouviu questionamentos dos prefeitos e gestores da Saúde.

“Atualmente a União tem bancado uma fatia pequena do investimento em Saúde, mas com as economias que temos conseguido a minha perspectiva, a médio prazo, quero ampliar os investimentos no custeio do setor para ‘desafogar’ os prefeitos e gestores municipais”, contou Barros. Desde que assumiu o ministério, o paranaense implementou uma série de reformas e mudanças que resultaram, de acordo com o próprio Barros, em um investimento de R$ 2,1 bilhões.

Custeio

Barros lembrou que historicamente durante as administrações passadas a União vinha deixando de custear a Saúde, deixando a cargo dos prefeitos parte considerável dos investimentos. Em Ponta Grossa, por exemplo, o orçamento de 2017 prevê um aporte de R$ 214 milhões na Saúde, valor que representa mais de 27% da totalidade da previsão orçamental para o ano.

Com a presença de diversas autoridades estaduais e federais, entre elas os deputados federais Sandro Alex (PSD) e Aliel Machado (REDE), e a vice-governadora Cida Borghetti (PP). Também compuseram a mesa a prefeita em exercício, Elizabeth Schmidt (PSB), o prefeito de Carambeí e presidente do Consórcio de Saúde dos Campos Gerais, Osmar Blum (PSD), e o presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e prefeito de Jaguriaíva, Juca Sloboda (PHS). De uma maneira geral, as autoridades elogiaram a ação de Barros no comando da pasta e agradeceram o trabalho do ministro.

Barros garante tratamento contra o câncer em PG

Durante a reunião de trabalho em Ponta Grossa, o ministro Ricardo Barros garantiu o envio do aparelho conhecido como acelerador de partículas – o equipamento é utilizado no tratamento contra o câncer. O acelerador deverá ser instalado na Santa Casa de Misericórdia e a liberação do equipamento foi mediada pelo deputado federal Sandro Alex (PSD). “Finalmente vamos ter um local adequado para o tratamento as pessoas que sofrem com o câncer, esse era um compromisso assumido com a população”, contou o parlamentar.

Ministro quer incentivar digitalização do sistema

Desde que assumiu o Ministério da Saúde, em maio de 2016, Barros tem apostado na digitalização do sistema de informações para potencializar a aplicação de recursos. “Nós precisamos saber como é gasto cada real do Ministério, entender como vocês, prefeitos, usam o dinheiro da Saúde, essa é uma questão essencial”, contou o ministro. Barros ressaltou que o Ministério prepara o lançamento de um site que comporte vários softwares gratuitos para serem utilizados pelos gestores de Saúde. “Nossa ideia é desburocratizar e aumentar a troca de experiências bem sucedidas no setor”, garantiu o paranaense.

União consegue economia na compra de medicamentos

Ricardo Barros ressaltou que boa parte dos mais de R$ 2 bilhões economizados no ministério são frutos da renegociação na compra de medicamentos. “Estamos abertos a negociar com os laboratórios que tiverem os melhores preços e produtos, com essa ideologia já conseguimos avançar no tratamento do HIV, por exemplo, pagando mais barato em um remédio de primeira linha, quando antes o medicamento distribuído era o de segunda linha e custava mais caro”, afirmou o ministro. O mesmo tem sido aplicado no Ministério na aquisição de outros insumos bancados pela União.

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