Política

Ponta Grossa terá usina de lixo com tecnologia de gaseificação ou combustão controlada

usina-de-lixoOs resíduos produzidos pelos moradores de Ponta Grossa e região podem ter um destino diferente a partir do próximo ano, com a implementação de uma usina de tratamento, que pode garantir o aproveitamento total destes materiais, na geração de energia, de renda e até subprodutos. A previsão é que a construção da usina tenha início no mês de março de 2017. Para a instalação dessa estrutura no Município, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou um estudo técnico pelo período de três anos, avaliando a produção de lixo em Ponta Grossa e outros 18 municípios da região.

Gaseificação ou combustão controlada

Em uma audiência pública realizada no último dia 29, foram apresentadas duas possibilidades de tecnologia térmica que podem ser aplicadas na usina: a gaseificação e a combustão controlada (massburning).

“Foi uma audiência de explanação. É importante porque os técnicos puderam apresentar as vantagens e desvantagens de cada uma das tecnologias. Tivemos uma boa participação de órgãos envolvidos com a área e recebemos um retorno muito positivo do Ministério do Meio Ambiente, de que hoje somos o único Município do Brasil que está avançado e preparado para instalar uma unidade de resíduos sólidos”, comemorou a secretária de Meio Ambiente, Patrícia Tuma Hilgemberg.

Além das universidades locais, o Conselho Municipal de Meio Ambiente, representantes do Ministério Público, IAP, entre outros, também participou da audiência pública o gerente de resíduos sólidos do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Rocha Dias.

Próximo passo

Agora, o próximo passo é definir tecnicamente qual das duas tecnologias será aplicada na usina e definir qual a área em que será construída. Essa área será definida através do EIA-RIMA [Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)], em conjunto com o Ministério Público.

“O projeto foi todo trabalhado em cima da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Assim que deixarmos de enterrar o lixo, vamos conseguir mitigar o impacto ambiental nos recursos hídricos, além de criar inclusão social, renda e energia elétrica. Com a usina, poderemos trabalhar na produção de subprodutos, como paver, portas e até carteiras para as escolas. Vamos abrir um leque e não só para Ponta Grossa, mas para toda a região”, avalia a secretária. (Fonte: assessoria)

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