Política

Pauliki fica ‘em cima do muro’, de novo, no segundo turno em PG

PaulikiO deputado estadual Marcio Pauliki, presidente do PDT de Ponta Grossa, enviou uma nota à imprensa nesta sexta-feira (21) em que torna pública a posição do partido neste segundo turno das eleições à Prefeitura Municipal. Depois de apoiar o candidato Júlio Küller (PMB) no primeiro turno, Pauliki e o PDT não tomarão posição no segundo turno. De acordo com a nota, a decisão é pela neutralidade, ou seja, nem Aliel Machado (REDE) e nem Marcelo Rangel (PPS).

Esta não é a primeira vez que Pauliki e o PDT ficam ‘em cima do muro’ em uma eleição municipal. Em 2012, quando foi candidato e não chegou ao segundo turno, Pauliki e os pedetistas locais também optaram pela neutralidade. Naquela ocasião, os dois que passaram para o segundo turno foram Marcelo Rangel e Péricles de Mello (PT).

Na Alep

A não tomada de decisão, para um lado ou para outro no meio político, parece marcar o início da carreira política do empresário, que até o momento não decidiu se é oposição ou situação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em relação ao Governo Beto Richa (PSDB), se auto-definindo como independente.

Confira a íntegra da carta enviada à imprensa pelo deputado estadual Marcio Pauliki:

Como deputado, administrador, empreendedor social e, acima de tudo, cidadão ponta-grossense, gostaria de comunicar o posicionamento que nosso partido (PDT) tomou de forma democrática em relação ao 2º turno em nossa cidade.

O que está acontecendo em Ponta Grossa nestas eleições nos lembra muito o que aconteceu nas eleições de 2014. Na época, vimos tanto candidatos ao Governo dos estados, como à Presidência da República prometerem ou anunciarem projetos e investimentos que, logo após assumirem, se mostraram meras peças de ficção. Foi o chamado “estelionato eleitoral”. Com isso, a esperança e as boas expectativas se transformaram em apreensão, para em seguida dar lugar à revolta que acabou culminando até em cassações como foi, por exemplo, o processo de impeachment.

Nesse contexto, Ponta Grossa não é uma ilha e, assim como a grande maioria das cidades e estados do país, a crise financeira bateu a nossa porta. Entendemos que neste momento, às vésperas do segundo turno, seria fundamental que os dois candidatos apresentassem soluções que, invariavelmente, deveriam passar pelo congelamento imediato das despesas de custeio, pelo refinanciamento das dívidas e uma nova estrutura de gestão e planejamento, reduzindo drasticamente a estrutura das secretarias e demais órgãos públicos relacionados à administração, visando o resgate do poder de investimento do município em um prazo de dois anos. Hora de apertar os cintos, hora de ser responsável com as contas públicas e assim poder garantir a manutenção dos serviços públicos básicos e de promoção social.

Acontece, porém, que não temos observado em nenhum dos programas de governo dos candidatos temas que caminhem nesse sentido. Muito pelo contrário; as propostas preconizam ainda mais gastos. Assim, analisando profundamente todas essas questões, nosso grupo político em ampla discussão definiu que não se sente confortável em declarar apoio a algum destes dois projetos. Mas é importante ressaltar que, como partido, como deputado e, principalmente como cidadãos ponta-grossenses, vamos continuar fiscalizando e cobrando do próximo prefeito, seja ele quem for, a responsabilidade de gestão que é fundamental. Uma ampla reforma administrativa é urgente e estaremos defendendo essa bandeira para que a população não continue pagando a conta. Logicamente que, como grupo que preza a democracia e trabalha pelo desenvolvimento da nossa cidade, também estaremos à disposição do próximo prefeito para contribuir naquilo que for justo e necessário.

Um forte abraço,

Marcio Pauliki
Deputado Estadual e Presidente do PDT de Ponta Grossa

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