Política

Vereador propõe renda mínima para ‘catadores de recicláveis’

Catadores Recicláveis
A intenção é centralizar o trabalho dos ‘catadores’ nas cooperativas de reciclagem de Ponta Grossa | Foto: G1

Conceder uma renda mínima para as pessoas que trabalham como ‘catadores de recicláveis’ em Ponta Grossa. Este é o teor do projeto de lei que será protocolado na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (14), pelo vereador Valdenor Paulo do Nascimento (PSC), o Cenoura. A ideia é valorizar o trabalho dos catadores e, assim, auxiliar para que saiam da margem da sociedade.

O autor revela que a ideia foi amplamente discutida e tem o apoio de dois promotores do Ministério Público em Ponta Grossa, Honorino Treméa (Promotoria do Meio Ambiente) e Helder José Mendes da Silva (Promotoria do Trabalho). Segundo Cenoura, ambos defendem a valorização do trabalho dos ‘catadores’ diante da função social que exercem, de cuidado com o meio ambiente, possibilitando o reaproveitamento de materiais que iriam parar no Aterro do Botuquara.

Metade do mínimo

Cenoura ainda ressalta que o valor a ser pago como renda mínima deve ser estabelecido pelo Executivo, através do prefeito Marcelo Rangel (PPS). Porém, ele disse que vai sugerir a metade de um salário mínimo, que hoje é de R$ 880,00.

“Sabemos que o projeto vai causar impacto no Orçamento do Município. Por isso colocamos que a renda mínima deverá passar a valer somente a partir de 2017, já com a dotação orçamentária prevista para essa finalidade. Desde que o prefeito concorde e apoie essa iniciativa, é claro”, explicou Cenoura.

Cinco associações

Atualmente, Ponta Grossa conta com cinco associações de catadores de recicláveis, com cerca de 120 pessoas trabalhando. Essa pessoas serão contempladas com a renda mínima, assim como outras que venham a aderir às associações. Ao todo, exitem perto de 450 ‘catadores de recicláveis’ na cidade. A partir da implantação da renda mínima, todos deverão passar a trabalhar nas associações para ter direito ao benefício.

“Recentemente o Município implantou a coleta seletiva do lixo, com pontos de coleta em todas as escolas municipais. Isso significa que o catador que está na rua terá menos material para coletar. Ao mesmo tempo, a demanda nas associações vai aumentar. Dessa forma, só terá direito à renda mínima quem estiver trabalhando dentro das associações”, enfatiza Cenoura.

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