Política

Aliança entre PSOL e PCdoB vai precisar da aprovação nacional

PSOLA aliança entre o PSOL e o PCdoB em Ponta Grossa vai precisar da aprovação da direção nacional do PSOL, que se reúne nos dias 29 e 30 de julho, em Brasília. Isso porque a direção estadual do partido negou a coligação com o PCdoB, durante reunião no último sábado (25), depois que a direção municipal do PSOL anunciou o acordo (ver matéria). A informação foi passada pelo presidente estadual da legenda, Bernardo Pilotto, em contato com o Blog.

“Incoerência”

De acordo com Pilotto, a coligação foi negada em razão da “incoerência”. “Em 2012, o PSOL foi bem em Ponta Grossa justamente porque teve uma postura autônoma em relação a essa esquerda que se vendeu. Os projetos do PSOL e do PCdoB são diferentes e a eleição é um bom momento pra mostrar isso”, disse Pilotto, emendando que “se o PCdoB foi abandonado pelo PT, este não é um problema do PSOL”.

O dirigente estadual do PSOL disse ainda que o PCdoB foi responsável junto com o PT pelo fracasso na administração do país. “O PCdoB sempre compactuou com esse projeto do PT que nos afundou economicamente e que manteve a corrupção presente desde sempre no Brasil”, afirmou Pilotto.

PSOL e PCdoBOutro lado

Por outro lado, o secretário de Finanças do PSOL municipal e ex-candidato a prefeito, Leandro Dias, afirma que existe uma decisão da direção nacional que permite a aliança com o PCdoB e que isso irá se confirmar na convenção. “Existe uma resolução aprovada por 70% do último congresso nacional que permite alianças para além de PSTU e PCB. Em sendo o candidato a prefeito do PSOL. O PCdoB local foi informado e sabe dessa questão. Como nossa coligação não contraria a nacional, será apenas ratificada na convenção”, argumentou Leandro Dias.

Pelo lado do PCdoB de Ponta Grossa, Thiago Moro disse que a direção municipal tem o conhecimento de que uma aliança terá que passar pela aprovação do Diretório Nacional do PSOL. Entretanto, ele alega que tem a garantia da direção municipal do partido que a aliança será referendada.

Perspectivas

Moro acredita que será uma união satisfatória, pois possibilitará uma candidatura própria a prefeito, com o professor da UEPG, Sérgio Gadini (ver matéria), e uma condição de eleger até dois vereadores. A chapa PSOL/PCdoB deverá ter 23 candidatos do PSOL e 12 do PCdoB. Com uma boa participação do candidato a prefeito e os votos de legenda, Moro crê na chance de conquistar duas cadeiras na Câmara Municipal.

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