Política

Alysson propõe controle biométrico de alunos na rede municipal

Alysson 2A presença dos alunos nas escolas municipais de Ponta Grossa poderá ser registrada através de um processo biométrico. Essa é a proposta do vereador Alysson Zampieri (SD) que tramita nas comissões internas do Legislativo Municipal. Zampieri quer ‘aposentar’ o famoso livro de chamadas e controlar a presença e ausência dos alunos da Rede Municipal através da presença biométrica. As informações são do Portal aRede! e do Jornal da Manhã.

O projeto de lei 211/2016 foi protocolado na Câmara Municipal nas últimas semanas e segundo Zampieri vai proporcionar melhorias, tanto para os pais como para os gestores das instituições de ensino. “Essa ideia surgiu ainda no final do meu primeiro mandato como vereador, mas naquele momento o projeto era muito custoso e seria de difícil implantação nas escolas municipais”, considerou o vereador.

Já funciona

Medidas do tipo já são adotadas no Mato Grosso e na Bahia. Na opinião de Alysson, o sistema é interessante porque possibilita um maior controle por parte das famílias dos estudantes. “Caso a criança não apareça na escola, os pais poderão ser informados através de um SMS, por exemplo, e além disso os professores terão mais tempo hábil ao deixar de fazer a tradicional chamada e se concentrarão no ensino”, considera o parlamentar.

O projeto de lei institui o chamado ‘Programa de Frequência Digital’ e prevê que a entrada e saída dos alunos da rede municipal sejam controladas pelo sistema biométrico, através da digital. Ainda de acordo com a proposta do vereador, as escolas municipais deverão manter os pais diariamente informados sobre a presença dos estudantes. No entanto, Alysson considera que o projeto deva ser instalado aos poucos na Rede Municipal de ensino.

“Acredito que mesmo que o investimento inicial possa parecer grande, quando falamos da segurança e da educação das nossas crianças, isso tem que ser repensado”, ponderou Zampeiri. O vereador lembrou que mesmo que a proposta seja aprovada na Câmara nos próximos dias, a instalação dos equipamentos de biometria e do cadastro dos alunos pode ser feita gradualmente. “O importante é que isso seja analisado pela Secretaria de Educação e também integre o orçamento do município”, assinalou.

Secretaria considera projeto inviável e ressalta meios tradicionais

A Secretaria de Educação do município considera a iniciativa de Alysson custosa financeiramente. Simone do Rocio Pereira Neves, diretora administrativa do órgão, lembra que atualmente todos os funcionários da Educação registram o regime de trabalho em pontos biométricos nas 140 instituições da rede municipal de ensino. “Por questões financeiras, levamos mais de quatro anos para implantar a biometria nesses locais”, comentou Simone.

Além disso, a professora lembrou que o acompanhamento da frequência dos alunos é feito diariamente pelas equipes e quando a ausência de uma das crianças é detectada, os órgãos responsáveis, como o Conselho Tutelar e a própria Patrulha Escolar, são imediatamente acionados. Simone também lembrou que o município tem mais de 32 mil crianças nas escolas municipais.

Projeto discute ‘flexibilização’ do Ensino Integral

Outro projeto de lei que tramita na Câmara é a iniciativa de Julio Küller (PMB) que prevê a flexibilização do ensino integral no município. O projeto 146/2016 quer oferecer aos pais e familiares a opção de deixar ou não os filhos em período integral nas escolas, mesmo nas instituições que oferecem apenas essa modalidade de ensino. De acordo com Küller, a proposta quer apenas oferecer aos familiares a opção democrática de escolha. Já a Secretaria Municipal de Educação emitiu nota se posicionando contra a medida.

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