Política

CLJR dá parecer contrário a projeto polêmico que prevê casinhas para cachorros nos terminais de PG

Casinhas para cachorrosA Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR) da Câmara deu parecer contrário ao polêmico projeto do vereador Jorge da Farmácia (PDT) que prevê a instalação de casinhas para abrigar cachorros nos terminais de transporte coletivo de Ponta Grossa. De acordo com o relator da matéria na Comissão, vereador Maurício Silva (PSB), a proposição é inconstitucional porque gera despesas ao Executivo. Ele alega ainda que se trata de um tema que envolve ação de política pública de governo, que cabe somente ao prefeito municipal. O parecer deve ser colocado em votação no plenário nas próximas sessões. Se aprovado, a matéria será arquivada.

Argumentos

Jorge da Farmácia alega que é preciso proteger os cachorros que circulam pelos terminais centrais e que se baseou em outras cidades para apresentar o projeto. No entanto, os argumentos do parlamentar não convenceu os colegas de Câmara. Mesmo antes do parecer contrário da CLJR, vários vereadores já haviam se posicionado contra o teor do projeto, por considerarem uma ação que não trará benefícios à cidade. O entendimento é de que os cachorros devem ser retirados dos terminais e encaminhados ao Canil Municipal para castração e destinação a um lar, e não dar abrigo para que se proliferem. Eles entendem que terminal não é lugar de cachorro. Além disso, os animais podem atacar pessoas ou mesmo transmitirem doenças se não receberem cuidados.

Não gostou

Alguns vereadores chegaram a propor ao autor a retirada da matéria, por considerarem que, ao ser colocada em votação, pode expor a Câmara a críticas da população. Porém, Jorge da Farmácia não teria gostado do pedido e disse que levará o projeto até o fim. Fim este que deve acontecer tão logo o parecer contrário da CLJR entre na pauta. A tendência é que seja aprovado e o projeto arquivado.

Expostos

E não será de se surpreender que o parecer não conste antecipadamente na ordem do dia para votação, para não despertar o interesse da imprensa para o assunto. É bem provável que o pedido para inclusão na pauta seja feito na hora da sessão, por algum parlamentar. Em ano de eleição, tudo o que os vereadores não querem é serem expostos ao ridículo.

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