Leopoldo Cunha NetoO juiz Gilberto Romero Perioto, da 2ª Vara Cível de Ponta Grossa, em decisão liminar, anulou a dissolução do Diretório Municipal do PPS pela direção estadual do partido e devolveu o comando da legenda a Leopoldo Cunha Neto, que foi eleito para um mandato que termina em 2017. Assim, a comissão provisória que passou a encabeçar as ações do PPS está suspensa temporariamente, até a decisão sobre o teor do processo.

O juiz solicitou ao PPS do Paraná que encaminhe as atas das reuniões dos últimos 60 dias, inclusive as gravações de áudio e vídeo, se houver, assim como cópia integral do processo que resultou na dissolução do partido em Ponta Grossa. Caso não forneça o material em cinco dias, será aplicada multa de R$ 10 mil por dia de atraso. O PPS Paraná tem 15 dias para apresentar recurso da decisão.

Sem direito à defesa

Na ação que tramita no Judiciário, Leopoldo alega que não teve direito à ampla defesa no processo que levou à decisão da dissolução do partido. Ele comemorou a decisão da Justiça, mas destacou que ainda se trata de uma liminar e que é necessário aguardar a sentença final sobre o caso.

O Diretório Estadual do PPS decidiu intervir no comando do partido em Ponta Grossa em retaliação à saída do deputado federal Sandro Alex da legenda, ao aproveitar a janela partidária para ingressar no PSD. Em ano de eleições municipais, estar no comando do partido é importante para o prefeito Marcelo Rangel (PPS), que vai buscar a reeleição.

Confira a íntegra da liminar: Liminar PPS

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