Política

Requião pode perder comando do PMDB no Paraná se Dilma cair

Requião 2Circula nos bastidores da política, em Brasília e Curitiba, que se a presidente Dilma Rousseff (PT) tiver o impeachment sacramentado, o senador Roberto Requião deverá perder o comando do PMDB no Paraná. Defensor de Dilma e, consequentemente, contrário ao impeachment, Requião não é visto com bons olhos pelo presidente nacional da legenda, o vice-presidente Michel Temer, que se tornará presidente com uma eventual saída de cena da presidente petista.

Segundo consta, assim que Dilma for afastada pelo Senado, provavelmente no próximo dia 12 de maio, a executiva nacional do PMDB deverá intervir no diretório do Paraná e tirar o comando do partido das mãos de Requião. A comissão interventora deve ser formada por Rodrigo Rocha Loures, o deputado federal Osmar Serraglio e o ex-governador Orlando Pessuti. Pelas informações que se tem, um dos três assumirá a presidência do PMDB no Estado.

Consequências em PG

Com Requião fora do comando do partido, é possível haver interferência também nos rumos que o PMDB tomará nas eleições em Ponta Grossa. Até este momento, os peemedebistas estão mais próximos do deputado federal Aliel Machado (Rede), pré-candidato a prefeito. Existe uma pré-disposição de Requião em fazer o partido caminhar junto com Aliel. Porém, sem o senador no comando, o cenário muda.

Se isso acontecer, o PMDB pode até cair no colo do prefeito Marcelo Rangel (PPS), em sua campanha pela reeleição. Recentemente, a aproximação do pepessista com o PMDB aconteceu com a entrada no Governo de Ivonei Afonso Vieira à frente da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ivonei é peemedebista e bastante ligado ao ex-governador Orlando Pessuti, atual diretor administrativo do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e que terá muita força na direção estadual do partido se a saída de Requião se confirmar. Pessuti, inclusive, esteve presente na posse de Ivonei como secretário de Rangel.

Tempo de TV

O PMDB é o segundo partido com maior tempo de televisão no horário eleitoral gratuito. Em uma eleição de ‘tiro curto’, já que o tempo de campanha foi reduzido de 90 para 45 dias, os programas na TV ganharão ainda mais força e o candidato que tiver maior espaço sairá na frente.

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