Política

‘Saia justa’: Atuação de Aliel no impeachment de Dilma pode deixá-lo sem apoio do PT ou mal com opinião pública

Aliel Macahdo câmaraA atuação do deputado federal Aliel Machado (Rede) na Comissão do Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na Câmara Federal, vai deixá-lo em uma ‘saia justa’ para suas pretensões de ser candidato à Prefeitura de Ponta Grossa neste ano. Em jogo, está o apoio do PT em uma chapa a ser encabeçada por ele. Isso porque, se votar a favor do impeachment, dificilmente terá o apoio dos petistas. Por outro lado, se votar contra, poderá sofrer uma baixa no eleitorado da cidade, tendo em vista a grande adesão dos ponta-grossenses nas manifestações contra a corrupção no país e a favor da investigação da Lava Jato.

A principal liderança do PT na cidade, o deputado estadual Péricles de Mello (um dos únicos que não abandonou o barco), já declarou por algumas vezes que quer ver Aliel como o candidato a ser apoiado para a Prefeitura. Porém, com um posicionamento pelo impedimento de Dilma, as coisas podem mudar. Talvez não pela vontade de Péricles, mas a militância do partido, conhecida pela sua participação efetiva em eleições, pode não ver tal indicação de apoio com bons olhos diante de uma posição contra sua principal figura pública. E se perder o PT, perde também em tempo de televisão, tão disputado pelos pré-candidatos neste momento.

Votando contra o impeachment, preserva o apoio petista, mas o resultado diante da opinião pública pode ser catastrófica em termos eleitorais. O resultado disso somente as urnas poderão dizer.

Argumentos

O discurso de Aliel no momento sobre o assunto é de avaliar o processo com calma e serenidade. Não disse se votará contra ou a favor do impeachment, e que junto com o seu partido, a Rede, irá definir qual caminho tomar. O argumento é de não pré-julgar o caso antes de conhecer os pormenores do processo. Lembrando que o pedido de impeachment tem como teor as famosas pedaladas fiscais que Dilma cometeu para omitir o rombo no Orçamento da União.

O deputado da Rede reconheceu que Dilma não tem mais condições de governar, mas, ao invés do impeachment, defende a aprovação no TSE de um processo que pede a nulidade da chapa que elegeu Dilma, ou seja, tirando tanto a presidente quanto o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), o que implicará em uma nova eleição.

No caso de um impeachment, será Temer quem irá assumir o Governo, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), na condição de sucessor imediato em caso de ausência de Temer. É bom destacar que tal posicionamento também não agradou os peemedebistas locais, que se manifestaram via redes sociais. O PMDB é outro partido com o qual Aliel conta para ter uma chapa viável para a Prefeitura.

Visibilidade

É inegável, todavia, que Aliel terá uma visibilidade tamanha com sua participação na Comissão do Impeachment, em nível estadual e nacional. Dos 65 membros titulares, apenas ele e Fernando Francischini (SDD) são do Paraná. Entretanto, embora o que esteja em jogo dentro da comissão seja o futuro do país, independente disso a posição a ser tomada por ele, inegavelmente, será crucial para sua participação na corrida pelo Palácio da Ronda. Aguardemos os próximos capítulos.

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