Política

Aliel e Bochenek debatem Lava Jato em universidade de Brasília

Aliel e BochenekOs ponta-grossenses Aliel Machado (Rede) e o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, participaram nesta quarta-feira (16), de um debate com alunos da UniCEUB, em Brasília, sobre a operação Lava Jato. Eles fizeram uma avaliação da operação, que já teve 24 fases e completa dois anos esta semana.

A “Operação Lava jato e os poderes da República”, tema da discussão promovida pelo Diretório Central dos Estudantes, fez um balanço da operação, que é considerada pela Polícia Federal a maior já feita no país. Já foram cumpridos mais de 100 mandados de busca e apreensão durante este período, além de prisões e conduções coercitivas.

Conquista

Para Aliel, a operação é uma conquista da sociedade. “Nós temos um sistema político falido, corrompido pelo financiamento empresarial, que favorece a corrupção. Essa é uma oportunidade única de enfrentá-lo, porque o sistema em si não tem interesse em mudar as regras”, afirmou. Aliel ainda ressaltou a importância das instituições públicas independentes e disse que, apesar de tudo, ainda é preciso discutir e acreditar na política.

Protagonista

O presidente da Ajufe destacou a atuação do juiz Sérgio Moro, a quem definiu como experiente e com grande capacidade de trabalho. Bochenek avaliou ainda o protagonismo do Judiciário num momento como este. Para ele, o Judiciário não deveria ser o protagonista como está sendo. “Se isso está acontecendo é porque não está tudo bem. Quando a Justiça não for protagonista, estaremos vivendo numa sociedade melhor”, disse.

Amadurecimento

Os participantes ainda chamaram a atenção para o momento pelo qual passa a nossa Democracia. Para Bochenek, vivemos um amadurecimento da nossa Democracia, que tem apenas 30 anos, e a sociedade tem um papel fundamental de propor alternativas para transformar o país.

“Durante este período de democratização tivemos transformações culturais importantes que nos permitiram uma nova formatação da sociedade. Novos e jovens promotores, juízes e policiais federais que mudaram a nossa Justiça dos anos 1990 pra cá”, destacou.

Seletividade

Aliel afirmou ainda que defende toda e qualquer investigação, com quem quer que seja. No entanto, é preciso tomar cuidado com a seletividade dos fatos. “Não pode haver seletividade na investigação ou na divulgação dos fatos, como tem havido. Todos estão sujeitos a ser investigados. Mas é preciso a sociedade ter consciência de que não existe corrupção exclusivamente num partido e evitar pré-julgamentos. O que temos é um problema do sistema político, o qual precisa de mudanças”, finalizou.

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