Política

Vereadores iniciam último ano de mandato e já fazem contas para reeleição; veja quem pode mudar de partido

Câmara Plenário Vazio
Os vereadores que serão candidatos neste ano traçam estratégias para garantir a reeleição | Foto: JM

A Câmara de Ponta Grossa retomou as sessões ordinárias nesta segunda-feira (15), no último ano deste mandato. A volta às atividades foi marcada por uma sessão sem muitos projetos na ordem do dia, por discursos de críticas ao Governo Municipal e pela composição das comissões internas da Casa, que praticamente foi mantida em relação ao ano passado. No entanto, nas conversas no reencontro entre os parlamentares um assunto prevaleceu: as eleições de 2016. Todos os que serão candidatos já fazem as contas para elaborar uma chapa competitiva que lhes garanta o número de votos necessários para a reeleição.

Como a mini-reforma eleitoral garantiu a janela para troca de partido sem a perda do mandato, os vereadores estudam se conseguirão montar uma chapa nas legendas em que estão, ou se vão trocar de sigla para alcançar melhores condições de uma reeleição. Pelos que se comenta nos bastidores, muitos dos nobres edis vão sim mudar de cores partidárias. Lembrando que cada partido pode lançar chapa pura com 35 candidatos a vereador em Ponta Grossa (o número de cadeiras – 23 – mais 50%). A quantidade de candidatos é o mesmo para coligações. Da chapa, 30% tem que ser de mulheres.

Daniel Milla 2Milla, o PSDB e o PMDB

Entre os que estudam mudar de legenda, está, por exemplo, Daniel Milla, que hoje está no PSDB e transita bem entre os segmentos do partido, mas que viu sua situação ficar mais delicada dentro do ninho tucano depois que rompeu com o prefeito Marcelo Rangel (PPS), o qual deverá ter o apoio dos tucanos para a reeleição. O destino de Milla poderá ser o PMDB.

Nilsão, o PT e as três opções

Outro que tem seu futuro incerto é o petista Nilson José Ribeiro, o Nilsão. Ele tem uma história de décadas no PT, mas como o partido não está conseguindo formar uma chapa para eleger, no mínimo, uma cadeira, ele pensa em sair. O destino pode ser o Pros, PMB ou PDT. A dificuldade do PT tem muito a ver com a situação da legenda em nível nacional, com a grande desaprovação do Governo Dilma e os escândalos de corrupção.

Izaías JurosIzaías e Aguinel

Mais um com possibilidade de mudar é Izaías Salustiano. Ele está no PSDC, e a depender da composição dos 35 candidatos, poderá ir parar no PPS. Antônio Aguinel, que no ano passado deixou o PCdoB e foi para a Rede, a convite do deputado federal Aliel Machado, reconsidera seu posicionamento e pode voltar a trocar de sigla, já que a Rede conta com mais dois vereadores e a competitividade deve ser considerável em uma chapa com todos eles. Os outros dois são Pietro Arnaud (ex-PTB) e Amauri Manosso (ex-PT).

Adélia, Küller e Dr. Zeca

A vereadora Adélia de Souza também está na lista dos que avaliam uma mudança partidária. Ela está no PSD, mas diante de uma possível concorrência com o vereador Júlio Küller e o vice-prefeito Dr. Zeca – que voltará ser candidato ao Legislativo -, pode optar por outra legenda. A mais próxima seria o DEM. Ainda no PSD, o próprio Júlio Küller recebeu convite para ir somar com o novato PMB e ainda considera essa possibilidade.

George DevedoresOs ‘isolados’ em busca de ‘abrigo’

Já aqueles que estão ‘isolados’ em partidos que podem não formar chapa competitiva, o pensamento é participar de uma coligação. Nesse caso, as conversas acontecem com os pré-candidatos a prefeito, por quem passa esse tipo de composição: viabilizar uma coligação em troca de apoio na majoritária. Nessa situação está, por exemplo, George de Oliveira (PMN). Ele, inclusive, já considera uma possível candidatura a prefeito, se não viabilizar uma coligação viável. Outro nessa condição é Marcelo ‘Careca’, do Solidariedade.

Número de votos

De acordo com dados de eleições passadas em Ponta Grossa, estima-se que, para a chapa garantir uma cadeira, são necessários perto de 7,5 mil votos. Para duas vagas, algo em torno de 12 mil votos. De três pra cima vai depender da conhecida ‘sobra de votos’, considerando o total de votos entre todas as coligações.

A se considerar pela mudança para estas eleições, em que uma coligação terá o mesmo número de candidatos do que uma chapa pura, e com os 30% destinados para a candidatura de mulheres, será difícil uma chapa fazer mais do que duas cadeiras.

Até 2 de abril

As contas que os vereadores fazem leva em consideração os nomes que farão parte da chapa, obviamente. Porém, como o prazo para filiações com finalidade de candidatura vai até 2 de abril – seis meses antes do pleito -, alguns futuros candidatos que não estão no mandato de vereador também poderão mudar de partido até lá. Daqui pra frente, a contagem será regressiva até as eleições de 2 de outubro.

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