Política

Pré-candidatos a prefeito de PG se articulam para formar coligações partidárias; conheça o quadro atual

Fachada Prefeitura 2
Grupos políticos se articulam para a disputa da Prefeitura de Ponta Grossa neste ano | Foto: Arquivo

2016 é ano de eleições municipais. No dia 2 de outubro em primeiro turno e no dia 30 do mesmo mês em segundo turno (se houver), os eleitores ponta-grossenses vão escolher quem irá governar o Município entre 2017 e 2020. Neste momento, são vários os nomes que aparecem como pré-candidatos, mas na prática, três deles ganham maior força, considerando o potencial de votos, pois já foram testados pelas urnas recentemente. O prefeito Marcelo Rangel (PPS) e os deputados Marcio Pauliki (estadual/PDT) e Aliel Machado (federal/Rede Sustentabilidade).

Os três não falam publicamente que vão ser candidatos, mas nos bastidores articulam para costurar coligações partidárias que lhes deem condições de entrar na disputa bem estruturados. Quando se fala em condições, entenda-se, entre outros fatores, o apoio de candidatos a vereador de cada partido e o tão valorizado tempo de televisão e rádio na propaganda eleitoral gratuita.

Projeção

Dessa forma, cada partido aliado é importante. Dos 29 partidos com representantes na Câmara Federal (aqueles que contabilizam tempo de propaganda), muitos já têm um direcionamento de quem apoiar para prefeito. Assim, confira uma projeção atual levantada pelo Blog do Doc.com, junto aos líderes partidários, sobre de que lado deverão estar cada partido.

A se considerar Rangel, Pauliki e Aliel como os pré-candidatos mais expoentes, hoje o prefeito teria 10 legendas em uma coligação, contra 4 partidos aliados a Pauliki e mais 3 na coligação de Aliel. Nove ainda estariam indefinidos e outros 3 podem lançar candidato próprio à Prefeitura.

Com Rangel:

PPS; DEM; PSD; PP; PSDB; PSB; PRB; PSC; SD; e PTB

Com Pauliki:

PDT; PHS; PROS; e PRP

Com Aliel:

Rede; PT; e PMDB

Indefinidos

PTN; PTC; PTdoB; PSDC; PR; PMN; PRTB; PSL; PEN

Possíveis candidaturas próprias

PV; PCdoB; e Psol

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Marcelo Rangel 2Rangel quer manter a base

Na possível composição do atual prefeito, Rangel deve manter boa parte dos 10 partidos que o ajudaram a se eleger em 2012. Da lista acima, em relação à eleição passada, entrou o Solidariedade (SD), o PRB e o PTB. Saíram PMN, PHS e PSDC. Este último continua na base governista e tem, inclusive, o líder do Governo na Câmara, com Romualdo Camargo. Porém, o mandatário da legenda, Dirlei Cordeiro, o Dirlei da Bioativa, já adiantou que o compromisso do PSDC com Rangel é para este mandato, e que um novo apoio vai depender de um novo entendimento.

Aliados importantes

Entre os dez partidos estão aliados importantes, como o PSDB do governador Beto Richa e do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes. O DEM do deputado estadual Plauto Miró Guimarães e do presidente da Câmara, Sebastião Mainardes Junior. O PSC de Ratinho Junior, deputado estadual licenciado e atual secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, e que em Ponta Grossa tem à frente o vereador licenciado e secretário municipal de Meio Ambiente, Valdenor Paulo do Nascimento, o Cenoura. O PSD do vice-prefeito José Carlos Raad, o Dr. Zeca, e do vereador licenciado e secretário municipal de Assistência Social, Júlio Küller.

O PSB de Elizabeth Schmidt, secretária municipal de Administração, e dos vereadores Márcio Schirlo e Maurício Silva. O PRB dos pastores-vereadores Ezequiel Bueno e Luiz Bertoldo. O PP do vereador Delmar Pimentel. O SD do vereador Marcelo ‘Careca’ e também o PTB.

Desafio

Trata-se de um grande número de legendas que devem garantir apoio de candidatos a vereador e tempo de rádio e televisão na busca pela reeleição de Rangel. O desafio do prefeito será manter toda essa turma unida em torno do seu projeto, já que cada legenda irá buscar manter ou ampliar seu espaço em um possível futuro governo. A começar pela disputa da vaga de vice-prefeito, que não será ocupada por Dr. Zeca.

Marcio PaulikiPauliki trabalha para ter o Pros

Pelos lados de Pauliki, o seu PDT pode contar com o apoio do PHS, que está sob o comando do seu aliado Tavinho Luck; do PRP, que tem no comando o ex-vereador Valfredo Laco Dzázio; e do PROS, que embora esteja na base de Rangel neste momento, com o vereador Valter José de Souza, o Valtão, pode mudar de lado na eleição. Isso porque quem assumirá a vaga de Pauliki na Assembleia Legislativa, em caso de uma eleição para prefeito, será Alisson Wandscheer, que é irmão do presidente estadual do Pros, Tiago Wandscheer.

Os dois são filhos do deputado federal Toninho Wandscheer, que recentemente deixou o PT para ingressar no novo Partido da Mulher Brasileira (PMB), e com quem Pauliki tem mantido conversas sobre o pleito deste ano em Ponta Grossa. Inclusive, já ‘ofereceu’ o comando do Pros no Município em tentativas de conseguir mais aliados locais ao seu projeto pela Prefeitura. Situação que, se concretizada, deixará o vereador Valtão em saia justa, pois é um dos principais aliados do atual prefeito na Câmara.

Mesmo com PDT, PHS, PRP e Pros, Pauliki teria o menor tempo de televisão em uma disputa com Rangel e Aliel.

Aliel Machado 2Aliel aposta em PT e PMDB

Por sua vez, Aliel Machado tem uma vantagem em relação a Pauliki nesse quesito tempo de propaganda. Embora hoje esteja apenas com dois partidos como possíveis aliados, trata-se dos dois com maior tempo de TV: o PT e o PMDB, que têm as maiores bancadas da Câmara Federal. O líder do PT no Município, deputado estadual e ex-prefeito Péricles de Mello, já anunciou durante entrevista ao Programa Doc.com que a legenda irá com Aliel no pleito pela Prefeitura. Contudo, é preciso ressaltar que parte da militância petista não ‘curtiu’ a troca que o deputado fez ao deixar o PCdoB para ingressar na Rede. Aliel e Péricles terão que atuar junto aos militantes para conseguir um apoio sólido.

No caso do PMDB, informações dão conta de que o apoio a Aliel foi garantido, por mais de uma vez, pelo mandatário maior do partido no Paraná, o senador e ex-governador Roberto Requião. Para pessoas próximas, Aliel dá como certo o apoio dos peemedebistas em uma eventual candidatura a prefeito, mesmo com o anúncio de uma pré-candidatura do ex-prefeito Otto Cunha pela legenda. Na análise do grupo do deputado, com PT e PMDB é possível lançar uma candidatura competitiva.

Elizeu ChociaiOs indefinidos

Entre os partidos que ainda não estão alinhados com nenhum dos três pré-candidatos, é possível destacar as três legendas da chamada Frente Popular, formada por PTN, PTC e PTdoB e comandada pelo presidente estadual do PTN, Elizeu Chociai. A prioridade no momento é formar as chapas para vereador. Segundo Chociai, a questão majoritária será decidida mais próximo das convenções. Outro indefinido é o PMN do vereador mais votado em 2012, George de Oliveira, que chegou a ser líder do Governo Rangel, mas rompeu com o prefeito. O PRTB, PSL e PEN, assim como o PSDC, também ainda não demonstraram com quem vão estar no pleito.

Alvaro SchefferCandidaturas próprias

O PV, o PCdoB e o Psol são os partidos que alimentam a vontade de lançar candidatos próprios a prefeito. O PV ganhou maior notoriedade depois que o senador Álvaro Dias deixou o PSDB para assumir a liderança estadual dos verdes. Em Ponta Grossa, o ex-vereador João Barbiero é o pré-candidato à Prefeitura, mas o nome do empresário Álvaro Scheffer também passou a ser cogitado depois que Álvaro Dias ingressou no partido. Os dois são amigos e o empresário, hoje do DEM, já tornou pública sua vontade de governar Ponta Grossa. O convite para ir para o PV deve acontecer em breve.

No caso do PCdoB e do Psol, a ordem é lançar um candidato para expor os ideais de esquerda e participar do debate do futuro do Município.

Marcos Zampieri 2 (Fonte DC)A definir

Ainda há um grupo político que está sem partido no momento, mas que deve definir qual futuro tomar nas próximas semanas e irá participar da disputa eleitoral. Trata-se do grupo do ex-vereador e empresário Marcos Zampieri, que deixou o PSC em 2015, depois de estar na coligação de Rangel em 2012, mas que acabou rompendo com o prefeito. O filho de Zampieri, Ricardo Zampieri, deverá ser candidato a vereador, já que o irmão, o vereador Alysson Zampieri, não irá disputar a reeleição depois de dois mandatos na Câmara pelo PPS.

Convenções

Está é a situação de momento entre os partidos locais. Ainda é cedo para cravar que tal quadro irá se manter até as convenções, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto, mas são indicativos. Até lá, os pré-candidatos vão trabalhar nos bastidores para manter ou ampliar as futuras coligações.

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